3.2.10

Livro: Maquiagem, técnicas básicas, serviços profissionais e mercado de trabalho

Por ser auto-didata em maquiagem, sempre senti uma certa insegurança em alguns aspectos. Não tanto em termos técnicos, pois já trabalho profissionalmente há 3 anos, mas quanto ao profissionalismo. Tudo que tinha aprendido foi vendo, lendo, fuçando na internet e experimentando. Então, quando uma amiga me indicou este livro, logo encomendei porque parecia ser exatamente o que eu precisava.
Esta semana chegou o tal livro e no mesmo dia que fui buscar já terminei de ler. Resolvi postar comentários sobre ele porque achei muitas coisas interessantes e algumas bobagens também.



O livro é bem atual quando trata da maquiagem como um campo muito aberto de trabalho em salões, produções fotográficas, de cinema e televisão, por exemplo. Fala um pouco também da história da maquiagem no Brasil e no mundo, trazendo informações sobre os pioneiros da maquiagem no país como Guilherme Pereira, Marlene Moura e Eric Rzepecki. Esses profissionais enfrentaram muitas dificuldades pela falta de materiais específicos, tendo que inventar muitas vezes seus próprios recursos.

Tem um capítulo sobre tipos de pele e cuidados necessários. Achei super importante porque algumas pessoas esquecem desta etapa que pra mim é crucial! Como alguém pode maquiar uma pele cheia de impurezas, oleosa e suada? Contamina até o material do maquiador, sem falar que o resultado deve ser... uma inhaca! Nada como maquiar uma pele lisinha, hidratada e LIMPA! E se pudermos ajudar @s clientes a aprenderem a cuidar da própria pele, melhor ainda.

Bom, no capítulo que fala sobre harmonia de cores foi quando mais me retorci... essas regrinhas bestas de que cor fica melhor com qual e as tonalidades que loiras e morenas devem usar é muito ultrapassado. Eu afirmo e sustento que quaisquer cores podem ser combinadas em qualquer pessoa, se for levada em consideração a personalidade e a composição de roupas e acessórios... basta ter criatividade e bom senso. A própria autora admite que as regras não são rígidas e que sempre existem excessões, então acho que essas regrinhas valem pra orientar quem está meio inseguro nesse aspecto.

Nos capítulos que seguem, a autora discorre sobre formatos de rostos e como trabalhar com as diferentes geometrias das pessoas, valorizando os pontos fortes e corrigindo ou suavizando os que não são favoráveis. Tem uns tutorias de preparação da pele, maquiagem para o dia-a-dia, para pele madura, para noivas e dramática (para passarela ou palco). Sinceramente, não gostei de nenhuma delas. Não sei se as fotos não ajudaram, mas achei que as modelos ficaram muitíssimo apagadas, principalmente a maquiagem de noiva e a dramática. Esta última muito feia mesmo, com uma boca meio borrada... sei lá. Vendo essas fotos me dei conta de que odeio batom marrom, de verdade! Mas os conselhos são muito bons, principalmente os para peles maduras.

No capítulo sobre maquiagem como profissão foi que o livro inteiro valeu a pena, falando sobre as características do profissional, do mercado de trabalho e das áreas de atuação. Acho até que vou montar pra um próximo post os 10 Mandamentos do Maquiador! hehe. Fiquei feliz por ver que algumas coisas que eu julgava importantes têm mesmo fundamento como não respirar em cima d@ cliente, ter mãos limpas e hálito puro! Quanto às áreas de atuação, a autora cita: cinema e tv, caracterização de personagens, maquiagem reconstrutora, maquiagem para o teatro, maquiagem de moda (desfiles e fotos) e mortuária. Cada uma dessas atividades tem suas peculiaridades e necessita conhecimentos específicos, por isso um maquiador precisa estudar e praticar muito, mantendo-se sempre atualizado.

O livro ainda tem algumas curiosidades interessantes, tornando a leitura, que já é leve, ainda menos pesada.

Quem tiver interesse em ler o livro, já sabe o que vai encontrar. Acho que vale super a pena mesmo pra quem já tem experiência porque informação nunca é demais!

Mais uma coisa: no livro constam duas palavrinhas esfumar e esfumaçar. A primeira está correta e a segunda errada! Esfumar vem de esfuminho, que é um utensilho pra quem desenha a carvão ou giz pastel e que suaviza os traços, criando uma área esfumada. Esfumaçar tem a ver com defumar, ou seja, encher de fumaça! Até achei num dicionário uma definição que aproxima as duas palavras, mas ninguém quer encher suas pálpebras de fumaça, né? (salvo em projetos artísticos, vai saber...)

Um comentário:

  1. Muito bom os comentários, estou interessada em compra o livro e vc me deixou mais segura no investimento, mesmo não sendo muito caro, mas é bom saber sobre o livro antes, se foss ruim, investiria em outro!
    Obrigada!
    Visite meu blog: www.designdelivery.com.br

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