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21.7.09

Lisânia



"A Fada"

"Recebi o convite da Bárbara com bastante entusiasmo, mas após desligar o telefone fiquei pensativa sobre a roupa que usaria, o local das fotos, como seria a maquiagem, e em como me entregar ao sabor dos acontecimentos sem tentar controlá-los.
Uma experiência completamente sui generis, eu, modelo? Tendo em vista que não sou nada fotogênica, fiquei com receio, mas decidi que iria enfrentar de bom grado e me divertir.
Diversão. Essa foi a palavra de ordem daquela maravilhosa e ensolarada tarde de sábado. Recebi ajuda sobre o figurino, aquele que melhor poderia caracterizar meu personagem: a de uma fada. Escolhido esse, sentei-me e começou a maquiagem, sombras, pincéis e outros tantos aparatos, nesse meio tempo, outro sentimento foi aflorando progressivamente: a curiosidade.
Tudo pronto, figurino, maquiagem. Agora de fato se iniciou a aventura, subir no telhado do meu prédio e fazer algumas das fotos, naquela hora ventava muito, a câmera tremia, e eu e a Bárbara nos segurávamos, com receio de que o vento nos levasse embora.
De fato, não foi muito fácil, mas conseguimos boas fotos lá. Depois fomos para o jardim da frente do meu prédio, e lá, a fada foi notada por transeuntes e vizinhos, e a timidez surgiu, mas por pouco tempo, pois a cada série de flashes as fotos ficavam mais lindas. Então veio a derradeira proposta: façamos fotos na piscina, diga-se de passagem que já passava das 18:00 horas, o sol já não batia mais no pátio onde aquela se localizava, e o vento novamente deu os ares de sua graça. Logo pensei: boa idéia! Senti frio no início, mas depois criei intimidade com aquele novo elemento que surgira, a água. Me diverti muito e como diz a Bárbara, fotos na água ficam lindas devido ao movimento dos tecidos, realmente está provada a tese dela.
A experiência foi muito interessante, as fotos ficaram lindas, e desafiar os elementos da natureza foram importantes na caracterização do personagem."

Jéssica



"Tenho bastante interesse em fazer personagens e fazer todos de maneira que eu quisesse foi bastante importante para mim, onde eu poderia escolher a roupa e a partir daí surgiria a produção e como ficariam as fotos.
A roupa escolhida, tinha que vir de um lugar que significasse muito para mim, e este era a sala de teatro, de onde muitos personagens meus saíram, e esse era mais um. Porém, diferente dos outros, este era para uma sessão de fotos.
Durante a maquiagem me senti um pouco cansada, afinal é a parte mais complexa do trabalho, porém, ao término desta, percebi o quão importante ela era para incrementar o figurino e todo o personagem.
Com maquiagem, cabelo e figurino prontos, me sentia bastante empolgada com o que as pessoas iriam pensar na rua e qual seria o resultado. Isso foi só no começo, mas depois quando várias fotos já tinham sido feitas comecei a esquecer quem estava de fora e me perceber sozinha no ambiente, meu personagem e eu, cuidando a iluminação junto a quem estava fazendo as fotos.
Foi tudo muito livre, tudo muito à vontade, uma mistura do que precisava com o que eu queria."

Fran



"A minha primeira reação ao ser convidada para as fotos, sem dúvida alguma foi entusiasmo. Depois veio o nervosismo do que vestir, de como me portar frente aos flashes e de como as fotos ficariam, mas decidi deixar de lado todos esses questionamentos e simplesmente me divertir.
Quando começamos os preparativos, procurei aproveitar cada momento, conversamos o tempo todo e ríamos, o que fez toda diferença. Ao me olhar no espelho toda “fantasiada” me senti outra pessoa, alguém desprovida de vergonha, disposta a se liberar completamente e foi o que procurei fazer na frente da câmera.
O dia foi o perfeito pra se passar ao ar livre, em contato com a natureza, e nas fotos procuramos mostrar essa simples conexão.
Quando lavei o rosto me bateu um cansaço, reflexo do dia, sensação que antes parecia estar afastada devido à toda arrumação.
A experiência foi diferente e realmente válida, por mais estranho que pareça pra quem olhe de fora, coisas desse tipo realmente proporcionam autoconhecimento e nos fazem refletir."


18.7.09

Fernanda



"Bom, tudo começou em um dia que entrei no "msn" e a Bábi me fez uma pergunta: 'Fê você não quer ser minha modelo no meu projeto? Eu vou te maquiar artisticamente e você vai ficar bem bonita'. A minha primeira reação foi dizer sim. Logo fiquei pensando... eu? Tirar foto? Eu odeio tirar fotos, não sou nada fotogênica. Mas de qualquer forma eu já havia aceitado o convite e não voltaria atrás, mesmo porque a Bábi é minha melhor amiga e jamais diria não a ela.
Passei ansiosa aquelas duas semanas até chegar o tão esperado dia das fotos. Chegando o dia a Bábi pintou meu rosto, mas parecia que estava desenhando num papel, a maquiagem ficou linda.
Na hora das fotos... eu, nervosa, não sabia o que fazer, se sorria, se ficava séria, se fazia posa (e eu não sei fazer pose), nunca tinha posado para ninguém. Começamos, meio sem jeito, louca de vergonha, pensando... 'o que eu estou fazendo aqui?' A Bábi continuou me dando umas dicas e rimos um pouco... fui me soltando, e à medida que ela tirava as fotos, me mostrava e pensávamos juntas o que fazer depois.
Resumindo, foi uma experiência muito legal, que se não fosse pela Bábi eu jamais faria, e no final eu adorei. Finalmente consegui me achar bonita em uma foto".

Bibiana



"Mesmo antes de surgir o convite, eu já havia checado o trabalho de maquiagem e fotografia da Bárbara e todas as vezes me perguntava como seria fazer parte disso. Quando o convite foi feito por ela, perguntas começaram a pipocar sobre o processo, idéias, etc, mas achei que seria um pouco inconveniente perguntar qualquer coisa ou dar pitaco. Havia chegado a hora de experimentar aquilo na pele, literalmente e então aceitei com muita honra fazer parte de um trabalho tão lindo de uma pessoa tão querida pra mim.
Então o dia da maquiagem e das fotos chegou, e eu não sabia bem o que esperar. Não sabia o que a Bárbara tinha em mente nem pra maquiagem, nem pra fotografia. Quando cheguei na casa dela para maquiar, me preocupei apenas em sentar no meio da sala de visitas da maneira mais confortável possível para cooperar e deixar que ela trabalhasse em paz. A maquiagem durou em torno de uma hora e meia e lá pelas tantas, ela comentou que eu parecia uma borboleta. Mesmo sentindo o pincel do delineador na pele, não dava pra imaginar como a tela-viva estava ficando e a julgar os outros trabalhos dela, a área dos olhos deveria estar cheia de filigramas e pontinhos e cores. Foi então que ela complementou o comentário anterior com um "só consigo fazer a tua maquiagem simétrica". Pegue um espelhinho de mão e vi que, de fato, parecia uma borboleta e o melhor: eu me sentia uma. Ou quase, por não ter como voar apesar do vento forte.
No instante que vi o resultado final, sabia que atrairia olhares curiosos na rua. Para uma pessoas com sete tatuagens visíveis, isso deveria ser normal mas quando se trata do rosto, a sensação é completamente diferente. Parece que as pessoas tentam olhar através daquela quantidade de traços e cores, como se eu estivesse me escondendo atrás de uma máscara. Foi inevitável não pensar no trecho de uma música de uma cantora que admiro muito, a norueguesa Marit Larsen: "When she sleeps she keeps her make up, she prefers to live in a lie¹". Pensei mais por causa da maquiagem e da analogia com as máscaras do que com a correlação à mentira: em algum determinado momento, a máscara cai e você não pode mais esconder o rosto.
Enfim, fomos até o Parque Itaimbé fazer as fotos. Olhares curiosos no trabalho da Bárbara e provavelmente no vestido que competia em chamar a atenção. Flores ao vento, sol, sombra, grama, luz. Enquanto caminhávamos depois do término das fotos, cogitava a possibilidade de puxar o demaquilante e o algodão para forçar a queda da tal máscara de borboleta mas fiquei intrigada e quis saber a reação de mais algumas pessoas. Bárbara e eu nos despedimos e cada uma seguiu seu rumo, e eu com um Calçadão pela frente. As pessoas me observaram com mais cuidado, eu me deixei ser observada e retribuí o gesto. Passei por um amigo na frente da Renner mas não parei para cumprimentá-lo, tudo o que eu menos queria era quebrar aquele ciclo que havia iniciado no Parque. Cheguei em casa e, quando me senti sã e salva, retirei a máscara. Um dia depois das fotos, acabei encontrando o mesmo amigo do dia anterior na rua e ele comentou que me viu maquiada e perguntou a razão. Naquele instante, percebi que quando as pessoas dizem que conhecem você elas não estão blefando, seja com máscara ou sem."



¹ Quando ela dorme não tira a maquiagem, ela prefere viver numa mentira - Marit Larsen, You'll Be Gone
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