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25.2.10

Maquiagem na Feira de Múltiplas Artes



Dia 06 de março acontecerá a 10ª Feira de Múltiplas Artes, onde demonstrarei técnicas de maquiagem em convidad@s e visitantes! É uma oportunidade de apresentar meu trabalho e também de dar dicas a quem se interessa pelo assunto.

Quando: 06 de março de 2010 das 16h às 20h
Onde: pátio do Museu de Artes de Santa Maria, SM/RS


Apareçam!

7.2.10

Santa Fashion - Edição de Carnaval

A nova edição da revista Santa Fashion está no ar e neste mês traz um editorial sobre maquiagem e cabelo para o carnaval, influências do passado na moda contemporânea, bolsas e sapatos, dicas para cuidar da pele e o que virá para o inverno segundo as semanas de moda do Rio e São Paulo. Acesse a revista para ler os editoriais e ver mais imagens.

Quem me conhece sabe o quanto odeio carnaval, axé e seus derivados, mas não posso negar que nessa época as pessoas se sentem mais à vontade para ousar na produção e essa parte eu ADORO! Sobre as makes de carnaval, dei algumas dicas para ajudar na produção e indico alguns dos passos para fazer as maquiagens das fotos. Fiz também os cabelos da Aline (capa e sumário), mas o penteado da Tuane (foto abaixo) ficou por conta do cabeleireiro Lucimar Casagrande.

Para o editorial de bolsas e sapatos recorri à body art, pintando blusas nas modelos. A primeira modelo se "vestiu" de girafinha e a segunda com uma frente-única. São horas de trabalho, mas vale a pena. Adorei o resultado das fotos e já tenho idéias para os próximos projetos ;D

Ainda escrevi um artigo sobre cuidados com a pele, baseado no livro que comentei no post anterior, da Marcia Cezimbra. Quem trabalha com maquiagem e pele sabe o quanto é importante cuidar.

No editorial "Do tempo do epa!" vemos as influências de diferentes épocas na moda atual, sempre com releituras e adaptações. Para essas fotos também fiz o cabelo. Adorei as ilustrações da Shaiani Baptista! Aliás, no desenho, o cabelo ficou melhor do que nas fotos, hehe.

3.2.10

Livro: Maquiagem, técnicas básicas, serviços profissionais e mercado de trabalho

Por ser auto-didata em maquiagem, sempre senti uma certa insegurança em alguns aspectos. Não tanto em termos técnicos, pois já trabalho profissionalmente há 3 anos, mas quanto ao profissionalismo. Tudo que tinha aprendido foi vendo, lendo, fuçando na internet e experimentando. Então, quando uma amiga me indicou este livro, logo encomendei porque parecia ser exatamente o que eu precisava.
Esta semana chegou o tal livro e no mesmo dia que fui buscar já terminei de ler. Resolvi postar comentários sobre ele porque achei muitas coisas interessantes e algumas bobagens também.



O livro é bem atual quando trata da maquiagem como um campo muito aberto de trabalho em salões, produções fotográficas, de cinema e televisão, por exemplo. Fala um pouco também da história da maquiagem no Brasil e no mundo, trazendo informações sobre os pioneiros da maquiagem no país como Guilherme Pereira, Marlene Moura e Eric Rzepecki. Esses profissionais enfrentaram muitas dificuldades pela falta de materiais específicos, tendo que inventar muitas vezes seus próprios recursos.

Tem um capítulo sobre tipos de pele e cuidados necessários. Achei super importante porque algumas pessoas esquecem desta etapa que pra mim é crucial! Como alguém pode maquiar uma pele cheia de impurezas, oleosa e suada? Contamina até o material do maquiador, sem falar que o resultado deve ser... uma inhaca! Nada como maquiar uma pele lisinha, hidratada e LIMPA! E se pudermos ajudar @s clientes a aprenderem a cuidar da própria pele, melhor ainda.

Bom, no capítulo que fala sobre harmonia de cores foi quando mais me retorci... essas regrinhas bestas de que cor fica melhor com qual e as tonalidades que loiras e morenas devem usar é muito ultrapassado. Eu afirmo e sustento que quaisquer cores podem ser combinadas em qualquer pessoa, se for levada em consideração a personalidade e a composição de roupas e acessórios... basta ter criatividade e bom senso. A própria autora admite que as regras não são rígidas e que sempre existem excessões, então acho que essas regrinhas valem pra orientar quem está meio inseguro nesse aspecto.

Nos capítulos que seguem, a autora discorre sobre formatos de rostos e como trabalhar com as diferentes geometrias das pessoas, valorizando os pontos fortes e corrigindo ou suavizando os que não são favoráveis. Tem uns tutorias de preparação da pele, maquiagem para o dia-a-dia, para pele madura, para noivas e dramática (para passarela ou palco). Sinceramente, não gostei de nenhuma delas. Não sei se as fotos não ajudaram, mas achei que as modelos ficaram muitíssimo apagadas, principalmente a maquiagem de noiva e a dramática. Esta última muito feia mesmo, com uma boca meio borrada... sei lá. Vendo essas fotos me dei conta de que odeio batom marrom, de verdade! Mas os conselhos são muito bons, principalmente os para peles maduras.

No capítulo sobre maquiagem como profissão foi que o livro inteiro valeu a pena, falando sobre as características do profissional, do mercado de trabalho e das áreas de atuação. Acho até que vou montar pra um próximo post os 10 Mandamentos do Maquiador! hehe. Fiquei feliz por ver que algumas coisas que eu julgava importantes têm mesmo fundamento como não respirar em cima d@ cliente, ter mãos limpas e hálito puro! Quanto às áreas de atuação, a autora cita: cinema e tv, caracterização de personagens, maquiagem reconstrutora, maquiagem para o teatro, maquiagem de moda (desfiles e fotos) e mortuária. Cada uma dessas atividades tem suas peculiaridades e necessita conhecimentos específicos, por isso um maquiador precisa estudar e praticar muito, mantendo-se sempre atualizado.

O livro ainda tem algumas curiosidades interessantes, tornando a leitura, que já é leve, ainda menos pesada.

Quem tiver interesse em ler o livro, já sabe o que vai encontrar. Acho que vale super a pena mesmo pra quem já tem experiência porque informação nunca é demais!

Mais uma coisa: no livro constam duas palavrinhas esfumar e esfumaçar. A primeira está correta e a segunda errada! Esfumar vem de esfuminho, que é um utensilho pra quem desenha a carvão ou giz pastel e que suaviza os traços, criando uma área esfumada. Esfumaçar tem a ver com defumar, ou seja, encher de fumaça! Até achei num dicionário uma definição que aproxima as duas palavras, mas ninguém quer encher suas pálpebras de fumaça, né? (salvo em projetos artísticos, vai saber...)

26.1.10

Minha formatura!

Esta é a formatura definitiva! Chega de universidade por enquanto hehehe.


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15.1.10

Belo, Justo e Verdadeiro?



Em uma aula de história da arte na faculdade, me lembro de ter ficado impressionada com a arte da Grécia antiga e com o comentário da professora que disse que para os gregos a arte deveria ser bela, justa e verdadeira. Portanto, aquilo que é belo, também seria verdadeiro e justo, assim como o que é justo seria verdadeiro e belo, e assim por diante...

Isso me faz pensar nos cosméticos testados em animais. De que adianta você comprar um cosmético maravilhoso, que te deixa linda, mas que foi testado em animais, causando dor e sofrimento prolongado a centenas e milhares de coelhos, ratos, gatos e cães? Isso não é justo! Portanto não tem nada a ver com beleza e detesto admitir que seja verdadeiro.



As empresas que testam seus produtos em animais alegam que esses procedimentos garantem a qualidade dos produtos, evitando alergias, intoxicações e efeitos colaterais indesejados nos humanos, mas isto não é verdade! Existem vários exemplos de substâncias que foram aprovadas com testes em animais, mas que nos humanos obtiveram efeitos inesperados (veja 50 consequências fatais de experimentos com animais). Acredite, testes em animais são altamente dispensáveis por dois motivos:
1) Não garantem nossa segurança, porque organismos diferentes reagem de maneira diferente.
2) São procedimentos cruéis, pois causam lesões e sofrimento prolongado.

O teste mais comum para cosméticos é o Teste de Draize, que tem dois tipos de procedimento: aplicação de substâncias na pele ferida ou diretamente nos olhos. No primeiro, a pele é raspada e ferida propositalmente e a substância aplicada para observação das reações. No segundo, são aplicadas substâncias diretamente nos olhos do animal, que pode ter as pálpebras presas e mantidas constantemente abertas. Durante até uma semana são observados os efeitos nos animais, que sofrem lesões irreversíveis como cegueira, mutilações e até morte.



Os coelhos são os animais mais utilizados em testes por serem baratos e terem olhos grandes, possibilitando a melhor observação de reações. E, acreditem, alguns são "reciclados" e submetidos a outros testes após a recuperação.



Isso não é vida para nenhum animal... e se você se importa com eles, não compre produtos de empresas que testam em animais. Esta é a maneira mais eficiente de demonstrar que você não concorda com esses procedimentos! Embeleze sua consciência também!

Existem alternativas viáveis para as empresas, como os testes em cultura de tecido humano, simuladores de computador, banco de olhos humanos e voluntários humanos (estes são necessários para os testes finais em qualquer produto). Mas porquê os testes em animais ainda não foram substituídos completamente ainda? Porque existem interesses econômicos por trás de tudo isso, existe uma indústria de cobaias e máquinas para os testes.



"Olhe no fundo dos olhos de um animal e, por um momento, troque de lugar com ele. A vida dele se tornará tão preciosa quanto a sua e você se tornará tão vulnerável quanto ele. Agora sorria, se você acredita que todos os animais merecem nosso respeito e nossa proteção, pois em determinado ponto eles são nós e nós somos eles." (Philip Ochoa)

No SAC Vegano você encontra informações sobre marcas de produtos que testam em animais ou que contém ingredientes de origem animal. O site do PEA é outro que contém uma lista cruelty-free. Sei que é meio chato ter que ficar procurando cada marca, mandando e-mails para as empresas, mas vale a pena, pois não há cosmético milagroso que conserte a indiferença e a amargura do egoísmo.


"Mais de 300.000 animais (muito mais, certamente) sofrem e morrem a cada ano nos laboratórios. Por uns cílios perfeitos"

Para entender melhor como funcionam os testes em animais (vivisecção), assista ao documentário "Não Matarás", do Instituto Nina Rosa.

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